Há mais de seis meses a Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, não tem "Haldol" de cinco miligramas, um dos remédios mais utilizados na psiquiatria. Mas não só as instituições da rede pública de saúde, dependentes da distribuição da CEME (Central de Medicamentos), sofrem a falta do medicamento. Nas farmácias-- mesmo as especializadas nesse tipo de medicamento--, é cada vez mais difícil achar "Stelazine", "Neuleptil", Neozine, "Lexpiride", "Amplictil" ou "Anatensol". Todos os 12 neurolépticos fabricados no país estão incluídos na lista de 150 medicamentos cujos preços continuam controlados. A OMS (Organização Mundial de Saúde) os enquadra entre os "produtos órfãos", medicamentos usados para tratar doenças pouco comuns, que afetam um pequeno número de pessoas e, por isso mesmo, "têm pouco valor comercial", segundo explicou a ex-diretora da Divisão de Medicamentos do Ministério da Saúde, Suely Rosenfeld (JB).