Ao perder o seu CPF, em agosto, Carlos da Silva Milhomem, 16 anos, de Araguaína (TO), não esperava que dois meses depois começaria a viver um pesadelo. Acusado de furtar um talão de cheques, Carlos foi preso ilegalmente, no último dia 12, Dia da Criança, e, segundo acusa, afogado no Rio Lontra para confessar o crime e espancado por dois policiais-- Joel e Waltenberg-- na delegacia regional de Araguaína. Para "confessar" o roubo que não cometeu, Carlos teve de envolver seu amigo José Alberto Massena Galvão, também torturado pelos policiais. Os dois foram libertados depois que Carlos desmentiu a acusação. Carlos mudou-se para Brasília. Hoje, a Frente Nacional de Defesa da Criança e do Adolescente encaminha Carlos ao Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, buscando punir a polícia de Araguaína (JB).