A Lundgren Irmãos Tecidos S/A-- Casas Pernambucanas-- entrou ontem com pedido de concordata preventiva, já aceito pelo juiz da 4a. Vara de Falências e Concordatas do Rio de Janeiro, Ruy Barbalat. Aos 82 anos, a empresa, com sede no Rio, 300 lojas e 12 mil funcionários, acumula dívidas de Cr$9 bilhões junto a bancos e fornecedores. Na petição entregue ao juiz, os advogados atribuem a concordata a problemas vividos após o Plano Collor. Além da queda de 30% nas vendas, em relação ao ano passado, a empresa se ressentiu da alta dos juros sobre os empréstimos bancários assumidos antes do Plano e da restrição ao crédito (70% do faturamento vinham de vendas a crédito). Em São Paulo, a Arthur Lundgren Tecidos S/A, que também usa a marca Casas Pernambucanas, pretende publicar um balanço mostrando sua boa situação financeira. Ao contrário da carioca, a Casas Pernambucanas paulista foi apontada pela revista "Maiores e Melhores" como a melhor empresa do setor do varejo no ano passado e a mais capitalizada (JB).