Segundo a revista Isto é, desta semana, o SNI (Serviço Nacional de Informação) mantém, hoje, em Brasília, cerca de 130 telefones grampeados. De acordo com a revista, o distribuidor geral da Telebrasília, empresa telefônica da capital, mantém o mesmo número de técnicos em jumps-- ligações de fios em paralelo-- e o grampo de assinantes residentes no bairro do Lago Sul, onde moram políticos e a maioria dos ministros e os presidentes da Câmara e do Senado Federal; na Asa Sul, onde também se encontram senadores, deputados e ministros, e na Asa Norte, ocupada por deputados e altos funcionários de empresas estatais. "As conversas são ouvidas e gravadas na central do SNI, no final da Asa Sul do plano piloto, a 8 km do prédio da Telebrasília, em cujos subsolos estão as "réguas" ou terminais telefônicos". Os telefones mais ouvidos são os de prefixo 248, do Lago Sul, utilizados
3347 por empresários e políticos ilustres. Em seguida, vêm os de prefixo 223,
3347 224, 225 e 226, todos vinculados à Central Centro Telebrasília e que
3347 abrangem as superquadras ocupadas por parlamentares, militares,
3347 funcionários de estatais e mesmo ministros. Os técnicos efetuam os
3347 grampos no Distribuidor Geral e não chegam a tomar conhecimento do que é
3347 gravado. Lá o máximo que se sabe é o número do telefone, as conexões
3347 da linha e eventualmente o nome do usuário a ser grampeado. O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, e o ministro-chefe do SNI, general Ivan de Souza Mendes, têm acesso às informações do serviço de escuta. Ainda conforme a revista, "nos tempos do regime autoritário, chegava a 300 o número de telefones grampeados, embora o SNI só possa ouvir e gravar simultaneamente 200 ligações, pois esse é o limite de linhas disponíveis para escuta. Para superar a deficiência, com ajuda de técnicos da Telebrasília o Serviço efetuava constantes remanejamentos que permitiam o grampo permanente de 300 aparelhos, em horários alternados" (revista Isto é).