CUT BUSCA FORÇA JUNTO A CLASSE MÉDIA

Se a CUT (Central Única dos Trabalhadores) ficar isolada, na atual conjuntura, vai abrir espaço a uma tendência sindical que combine reivindicações moderadas com flexibilidade nas negociações. A conclusão é do professor titular de Ciências Políticas da USP (Universidade de São Paulo) e da UNICAMP (Universidade de Campinas), Leôncio Martins Rodrigues, autor do livro "CUT: militantes e ideologia", que deve ser lançado este mês pela editora Paz e Terra. Segundo ele, a CUT tem hoje um perfil de classe média e está dividida por dois dilemas: a necessidade de obter resultados práticos nas negociações sindicais e a ideologia socialista, "que às vezes atrapalha" (O Dia).