As estatísticas oficiais sobre mortalidade infantil subdimensionam o peso da desnutrição. Na realidade, a situação é muito mais grave do que apontam os números, segundo um estudo concluído no Recife (PE): nada menos de 80,9% das crianças recifenses que morreram nos dois últimos anos tinham algum tipo de desnutrição. Dessas, pelo menos 58,4% manifestavam desnutrição em segundo e terceiro graus. Foi o que constatou a pesquisa Mortalidade Infantil-- Perfil Epidemiológico, que acaba de ser apresentado pela nutricionista Sônia Lucena de Souza Andrade, da Universidade Federal de Pernambuco. Segundo a pesquisa, as doenças nutricionais são responsáveis por 4,9% dos óbitos registrados, ao lado das afecções perinatais (39,8%), das diarréias (30,4%) e das doenças respiratórias agudas (12,1%) (JB).