O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Ary Oswaldo de Mattos Filho, e o diretor da autarquia, José Arthur Escodro, tiveram ligações recentes com a Fertibrás S/A Adubos e Inseticidas, cujos três diretores-- Wladimir Antonio Puggina, Wilson Alves de Araújo e Adila Quintana de Araújo-- foram absolvidos em julgamento no último dia nove, depois de terem sido condenados em 15 de dezembro de 1989. Mattos Filho participou do Conselho de Administração da empresa até abril deste ano, e Escodro foi auditor da Fertibrás, em 1988. Os dirigentes da Fertibrás eram acusados de haver aumentado os preços e o número de ações da empresa no mercado. Em 1987, em menos de dois meses, as ações da empresa valorizaram 196%, caracterizando a criação de condições artificias para a alta dos papéis, considerado crime pela CVM (O Globo).