CRIME NO ACRE CRIA TEMOR DE FUGA DE DARLI

A morte do delegado Antônio Gomes Campos, que há quatro anos ocupava o cargo de diretor da Penitenciária do Estado do Acre, em Rio Branco, aumentou as suspeitas de que o fazendeiro Darli Alves da Silva e seus filhos, Darci e Oloci, estariam planejando a fuga do presídio. Darli e Darci são acusados pelo assassinato do líder sindical e ecologista Chico Mendes e serão julgados em dezembro. O delegado foi morto no último dia 14, depois de denunciar o plano de fuga. No último dia 12, em reunião com o governador Edson Cadaxo, Antônio Campos disse que o plano de fuga previa a invasão do presídio para a retirada de Darli, Darci e Oloci. Como o presídio é guardado por apenas 20 homens que se revezam dia e noite, Campos determinou a transferência do fazendeiro para uma cela de segurança máxima. Na reunião com o governador, Campos contou que vinha sendo ameaçado de morte e disse que Darli protestou contra a transferência de cela. Campos foi morto em casa, quando o presidiário Luís Enedino de França fez os disparos. Um dos tiros lhe atingiu o coração e Campos morreu na madrugada do dia 15 (JB).