O Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua divulgou ontem, em São Paulo, uma carta aberta à população com críticas ao processo de desinternação das crianças e adolescentes da FEBEM (Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor) de São Paulo. A principal preocupação do movimento é de que os menores voltem às ruas em busca de sobrevivência e, assim, tranformarem-se em vítimas de grupos de extermínio. "Não queremos que aconteça com eles o mesmo que aconteceu com os 1.380 meninos assassinados em 1989 no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro", afirmou Ademar Carlos de Oliveira, coordenador estadual do movimento. Até ontem, do total de 2.047 internos na FEBEM, 826 já haviam recuperado a liberdade (O ESP).