O senador Olavo Pires (PTB/RO), 52 anos, candidato ao governo de Rondônia, assassinado anteontem, dizia-se já há algum tempo "jurado de morte", e chegou a mandar cinco cartas ao então ministro da Justiça, Bernardo Cabral, pedindo a proteção da Polícia Federal. A Polícia não afasta a hipótese de atentado político. Durante a campanha, Olavo Pires foi acusado pelo governador Jerônimo Santana (PMDB) de ser traficante de drogas e de envolvimento com o Cartel de Medellím, além de ser o mandante do assassinato do jornalista João Alencar, em 1983. O ex-ministro Bernado Cabral disse que não recebeu a solicitação, mas que esta poderia ter sido encaminhada diretamente à PF. A assessoria de imprensa do ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, afirmou que a PF procurou Olavo Pires para oferecer segurança, mas o senador não teria aceito. Com a morte do senador, o segundo turno das eleições será disputado entre os candidatos Valdir Raupp de Matos (PRN) e Oswaldo Piana Filho (PTR) (JB) (FSP).