Espancados, baleados, atropelados, feridos em colisões ou vítimas de outras violências, 493 crianças e adolescentes foram atendidos, no primeiro semestre deste ano, na emergência do Hospital Miguel Couto, zona sul do Rio de Janeiro (capital). Comparados com os 334 casos registrados em 1989, os dados do Serviço de Documentação Médica do hospital mostram, na opinião do diretor Paulo Pinheiro, que a violência urbana chegou a extremos: das 132 pessoas que morreram de causas violentas até junho último, 64 eram crianças e adolescentes. Este número é mais que o dobro do que foi registrado no ano passado, quando, no mesmo período, a violência causou a morte de 28 menores de 18 anos (O Globo).