CGT SÓ VAI AO PACTO SOCIAL SE HOUVER REPOSIÇÃO

A CGT só participará do entendimento nacional se forem repostas as
33214 perdas salariais decorrentes do Plano Collor. A advertência foi feita pelo presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores, Francisco Canindé Pegado, durante a 2a. Conferência da Executiva Nacional da entidade, realizada anteontem, no Rio de Janeiro. O encontro serviu para definir uma pauta de reivindicações que será apresentada ao governo durante as discussões do pacto social, caso a entidade dele participe. Na pauta foram incluídas as questões da reforma agrária, a participação dos trabalhadores nos programas habitacionais do governo e a exigência do cumprimento das promessas feitas durante a campanha presidencial. No encontro foi definido também o novo valor do desconto em favor da CGT nos salários dos trabalhadores a ela filiados: 5%. Segundo Canindé Pegado, este novo índice, que se deve à decisão do governo de extinguir o imposto sindical, "tornará a CGT mais forte financeiramente" (O Dia).