BRIZOLA DEFINE AÇÃO POLÍTICA

O governador eleito do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, ao desembarcar ontem no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, procedente de Nova Iorque, onde participou durante uma semana da reunião da Internacional Socialista, traçou as linhas mestras da atuação política que implementará após a posse no Palácio Guanabara. Ele pretende, obedecendo orientação da Internacional Socialista, unir o PDT ao PSDB, para uma atuação conjunta no Congresso Nacional contra o governo Fernando Collor de Mello. Numa segunda etapa, discutirá a possibilidade de fundir o PDT ao PSDB, abrindo também oportunidades para adesões de lideranças políticas que estejam no campo do socialismo democrático. Promover a aproximação com o governo Fernando Collor de Mello, paralelamente às bancadas pedetista e dos "tucanos", é uma equação política que o futuro governador fluminense pretende tornar realidade, para assegurar os investimentos necessários da União no Estado do Rio de Janeiro. "Acho que é um crime que o governo federal, por causa das nossas diferenças, deixe de cooperar para a colocação de uma rede de água no Rio", declarou Brizola, acrescentando que "também acho um absurdo o Estado do Rio não colaborar com a União". A terceira linha política do futuro governo Brizola no Rio será implementada pelo vice-governador Nilo Batista e o senador eleito Darcy Ribeiro, que serão os dois super-secretários. Batista responderá pela política de garantia dos direitos do cidadão, mediante a unificação das secretarias de Polícia Civil, Polícia Militar e Defesa Civil, enquanto Darcy Ribeiro responderá pela pasta da Educação, com a responsabilidade de concluir os 500 Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) planejados no primeiro governo Brizola (JC).