Dados consolidados pela ABDIB (Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Indústrias de Base) revelam que as indústrias de bens de capital sob encomenda enfrentam a maior ociosidade da sua história-- de 50%, em média. Em consequência, o faturamento dessas fabricantes de equipamentos pesados (são cerca de 150 no país) também deverá ser o mais baixo neste ano-- de US$3 bilhões. De acordo com a ABDIB, a razão é basicamente uma só: o governo, que praticamente sustenta esse setor, além de ter reduzido substancialmente as suas encomendas, continua não pagando boa parte das suas dívidas. Só as vencidas em 31 de julho último somam US$365 milhões. O setor elétrico lidera em dívidas contraídas e não pagas (US$276 milhões), seguido pelos setores ferroviário (US$34 milhões) e siderúrgico (US$22 milhões) (GM).