FMI DEVERÁ ADIAR O ACERTO COM O BRASIL

O FMI (Fundo Monetário Internacional) deve adiar o acerto com o Brasil devido à reação dos bancos privados diante da proposta de renegociação apresentada anteontem ao Comitê Assessor dos bancos credores. O Fundo só deve aprovar o acordo "stand by" (provisório, no valor de US$2 bilhões) após um sinal de "esperança de êxito" nas negociações entre o Brasil e os bancos, como já afirmou o diretor-gerente da entidade, Michel Camdessus. Assim, a previsão de se assinar o "stand by" em final de outubro ou início de novembro torna-se improvável, dados os termos oferecidos pelo país. Ao final de uma nova reunião ontem em Nova Iorque (EUA), os banqueiros, mesmo esquivando-se de declarações formais, não esconderam o clima de desacordo. "Com esta proposta não dá para começar", afirmou um banqueiro norte-americano. "Não há saída para os dois lados", reagiu o embaixador extraordinário para assuntos da dívida, Jório Dauster. Segundo ele, "é negociar ou negociar" (FSP) (JB).