Em declaração conjunta assinada ontem, em Caracas (Venezuela), ao final do 4o. Encontro do Grupo do Rio, os presidentes dos países integrantes do organismo (Brasil, México, Venezuela, Argentina, Uruguai, Peru, Colômbia, Chile e Equador) fizeram um apelo aos governos do Primeiro Mundo e às instituições financeiras internacionais para que a dívida externa da América Latina tenha tratamento político. Dessa forma, o Grupo do Rio quer evitar que esse problema "continue corroendo as bases de estabilidade política e econômica dos países devedores". Eles aprovaram a realização de estudos pela OLADE (Associação Latino- Americana de Energia) para a criação de um mercado comum continental de auto-suficiência energética na América Latina para "reduzir o impacto econômico e social que os conflitos mundiais possam provocar". Além disso, o documento cobra maior clareza do projeto Iniciativa pelas Américas", proposto pelos EUA, e apela contra a manutenção de barreiras protecionistas na Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) (JB) (FSP).