O Brasil é um país que trata mal suas crianças. Desde o nascimento até
33165 a adolescência, os indicadores da tragédia infantil são muitos-- um
33165 terço das 24 milhões de crianças entre 10 e 17 anos são economicamente
33165 ativas (trabalham ou já tiveram intenção de trabalhar) e 22% delas vive
33165 em famílias com renda de um salário-mínimo. ""Em cada mil crianças que nascem, 82 morrem com menos de cinco anos; 14% das 25 milhões de crianças com idade escolar (de sete a 14 anos) estão fora da escola e de cada 100 que ingressam na 1a. série do 1o. Grau, só 13 chegam ao final do curso". Este diagnóstico da situação infantil no Brasil está na pesquisa "Perfil Estatístico de Crianças e Mães no Brasil-- sistema de acompanhamento da situação sócio-econômica de crianças e adolescentes/1987", divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo, que faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1987, traz uma análise completa da situação em que vivem, estudam e trabalham as 58 milhões 354 mil e 336 crianças brasileiras que têm até 17 anos, das quais 69% vivem em centros urbanos (40 milhões) e 31% na zona rural. Em todo o país, 2,1 milhões de crianças e jovens entre 10 e 17 anos trabalham sem qualquer remuneração; 1,7 milhão recebem até meio salário-mínimo e 2,6 milhões ganham de meio a dois salários-mínimos. Eles representam 91,4% de um total de sete milhões nessa faixa etária. A região Nordeste tem o menor rendimento médio-mensal na faixa de 10 a 17 anos. De acordo com a pesquisa, o ganho médio dos jovens nessa faixa etária é de 0,3 salário-mínimo naquela região. A melhor média é da região Sudeste, com 0,9 salário-mínimo, seguida pelas regiões Norte (0,8 salário), Centro-Oeste (0,7) e Sul (0,6). No Rio de Janeiro, do total de dois milhões de crianças em idade escolar, 11% está fora da escola; em São Paulo, este índice cai para 10%, enquanto no Piauí sobe para 22%. Num dos estados mais pobres do país (o Piauí), das 597 mil crianças entre sete e 14 anos, 132 mil sequer estudam e apenas 10% do total que frequentam a escola chega ao final do 1o. Grau (JB) (FSP).