As mudanças econômicas do Plano Collor, aliadas à escassez de financiamentos, fizeram com que a indústria brasileira de papel e celulose adiasse metade dos investimentos (cerca de US$5 bilhões) previstos até 1996, com a finalidade de permitir a duplicação da produção nacional. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose (ANFPC), Horácio Cherkassky, disse, porém, que o adiamento dos investimentos é temporário e que as empresas estão dispostas a continuar o plano de investimentos, em que já foram executados US$5 bilhões desde 1987, em projetos de reflorestamento, melhoria tecnológica e instalações industriais. A produção nacional das 191 empresas do setor é de 4,87 milhões de toneladas de papel e 4,02 milhões de toneladas de celulose, colocando o Brasil entre os 10 maiores produtores mundiais (JB).