O presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Joaquim dos Santos Andrade, o "Joaquinzão", informou ontem, em São Paulo, que a dissolução da sua entidade somente deverá ser concretizada no início do próximo ano, possivelmente em fevereiro, depois de uma completa avaliação das perspectivas da nova central sindical que está sendo articulada pelo dirigente metalúrgico Luiz Antônio de Medeiros. O vice-presidente da CGT, Enilson Simões de Moura, o "Alemão", e o secretário-geral da entidade, Arnaldo dos Santos Gonçalves, defendem a imediata dissolução da central com a incorporação de seus dirigentes ao processo de organização da central de Medeiros. A proposta não é apoiada pelos sindicalistas ligados ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR- 8) que formam o núcleo mais ativo da CGT e têm dúvidas sobre o verdadeiro papel da nova central (FSP).