Em setembro, pelo quarto mês consecutivo, o salário-mínimo foi insuficiente para comprar uma cesta básica (13 produtos) no Rio de Janeiro e em outras capitais, segundo apurou o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômico). No mês passado, a alta dos preços da cesta básica no Rio de Janeiro foi de 16,27%, pouco inferior à alta de 17,51%, verificada em São Paulo. Só nas cidades das regiões Norte e Nordeste o custo da cesta básica foi inferior ao salário-mínimo vigente, de Cr$6.056,31. O menor aumento dos produtos de primeira necessidade ocorreu em Salvador (BA), onde a cesta podia ser comprada por Cr$4.309,69, mesmo assim 3,95% a mais do que em agosto. Nas demais cidades a cesta básica teve os seguintes aumentos: Porto Alegre (RS), 11,01%; Brasília (DF), 17,28%; Florianópolis (SC), 14,19%; Curitiba (PR), 12,60%; e Belo Horizonte (MG), 16,48%. Com base no custo da cesta básica, o DIEESE estima que o salário-mínimo necessário para a manutenção de uma família composta por quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) deveria ser, em setembro, de Cr$55.674,00 (O Globo).