Os corpos dos presos políticos Flávio de Carvalho Molina e Frederico Eduardo Mair, desaparecidos na década de 70, estavam enterrados na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, descoberta há um mês por funcionários da prefeitura de São Paulo. Essa é a principal informação divulgada pela primeira parte do relatório da Comissão Permanente de Acompanhamento, criada pela prefeitura para apurar o caso. A comissão confirmou também que os ossos exumados e trasladados do cemitério de Perus para o Rio de Janeiro em 1979 eram de Sônia Stuart Angel, também presa política durante a ditadura militar. A comissão informou que exatos 1,4 mil corpos estão na vala clandestina, dos quais 560 (40%) são de crianças de zero a oito anos de idade (JB) (FSP).