Ainda faltam dois anos, mas a realização da 2a. Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro, em junho de 1992, já está causando uma divisão entre grupos do movimento ecológico brasileiro. A criação do Pró-Rio-- uma sociedade formada por empresários e ambientalistas para organizar os eventos paralelos à conferência-- desagradou algumas organizações não-governamentais (ONGs) que questionam a representatividade do Pró-Rio. "Todo parceiro é válido, mas o Pró-Rio tem de aceitar que a coordenação política é das organizações ambientalistas", diz João Paulo Capobianco, diretor da SOS Mata Atlântica e membro da coordenação provisória do Fórum das ONGs para a Conferência de 92. "Nós desautorizamos o Pró-Rio a se apresentar como representante das entidades ecológicas do Rio", diz Rogério Rocco, coordenador da Apedema/RJ (Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio de Janeiro). A decisão das ONGs sobre a participação ou não do Pró-Rio na organização será tomada na reunião do Fórum, no fim do mês, em Brasília (FSP).