Região mais devastada do território nacional por desmatamentos, queimadas e, ainda, pelo lago formado pela barragem da hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins, que inundou 246 mil hectares de florestas, o Sul do Pará e o Sudoeste do Maranhão, área de influência do Programa Grande Carajás, vão ser rastreados de ponta a ponta na "Operação Carajás" que o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realizará na segunda quinzena de outubro. O objetivo da "Operação Carajás" é promover uma completa radiografia da região, verificando os motivos que levaram ao desmatamento de milhões de hectares de floresta, principalmente em projetos agropecuários incentivados pela SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e pelo próprio Conselho Interministerial do Programa Grande Carajás. A operação será desenvolvida simultaneamente com a "Operação Amazônia" de combate às queimadas (JB).