A inflação oficial de setembro ficou em 12,85%. Este foi o resultado do Índice de Reajuste de Valores Fiscais (IRVF), o indexador que corrige a caderneta de poupança e o Bônus do Tesouro Nacional (BTN), calculado e divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As cadernetas de poupança terão rendimento de 13,41% a partir de 1o. de outubro e o BTN passa para Cr$66,6465. Superior aos 10,58% registrados em agosto, o IRVF de setembro sofreu influência da alta da carne (31,69%) e dos remédios (17,25%). O vestuário subiu 14,96%, saúde (14,75%), despesas pessoais (14,43%) e habitação (17,90%). O IBGE divulgou também o resultado do Índice da Cesta Básica (ICB), indexador do salário-mínimo. O salário-mínimo em outubro será de Cr$6.425,14, com a correção de 6,09%. As contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) terão creditados 12,88% no dia primeiro e o Maior Valor de Referência (MVR), no Rio de Janeiro e em São Paulo, passa a Cr$1.190,53. A maior alta do ICB, pelas regiões metropolitanas pesquisadas, foi verificada em Porto Alegre (RS), com 15,93%, seguida por Belém (PA), com 14,37%. O Rio de Janeiro (RJ) foi a região metropolitana com menor elevação de preços, segundo o ICB, subindo 10,15%, seguida por São Paulo (SP), que subiu 11,84%. O período de coleta do ICB foi de 16 de agosto a 15 de setembro (JB) (FSP).