O aposentado Mário Ferreira de Barros, pai do médico Mário José Ferreira de Barros, de 31 anos, paciente terminal de AIDS internado no Hospital Graffrée Guinle, no Rio de Janeiro, recebeu ontem uma carta da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia negando a liberação de pouco mais de Cr$1 milhão, obtido com a venda de um apartamento e bloqueado pelo Plano Collor. Ele pretendia usar o dinheiro para pagar o tratamento do filho. A Secretaria argumentou que com a revogação da medida provisória no. 180, o Ministério da Economia deixou de ter poderes para liberar cruzados novos retidos (JB).