CUT CRIA INSTITUTO COM COOPERAÇÃO ITALIANA

Começa a funcionar na próxima semana, em São Paulo, o Instituto Nacional de Estudos da Ação Sindical sobre Condições de Trabalho (Inaescot), um projeto que vem sendo desenvolvido há dois anos pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) com cooperação da CGIL (Confederação Geral Italiana dos Trabalhadores), a maior das três centrais sindicais italianas. O Instituto de Saúde da CUT, como será chamado o novo órgão, terá como objetivos centrais a formação de banco de dados sobre saúde e segurança do trabalho no Brasil e em outros países, assessoria aos sindicatos, realização de pesquisas de campo sobre as condições de trabalho no país e a formação de dirigentes e ativistas sindicais preparados para discutir questões da área. O projeto foi iniciado em 1988, quando a CUT e o Projeto Desenvolvimento, um órgão não-governamental ligado à CGIL, assinaram um convênio de cooperação para a criação do instituto. Baseado na legislação italiana, o convênio estipulou um orçamento de 5,6 bilhões de liras (US$4,8 milhões) para o desenvolvimento do projeto durante três anos. A administração desses recursos é fiscalizada pelo governo italiano. Cerca de 3,9 bilhões de liras (US$3,3 milhões), correspondentes a 70% do projeto, devem ser financiados pelos italianos, e o restante tem que ser coberto pela CUT e seus sindicatos (GM).