O número de trabalhadores com mais de 18 anos sindicalizados no Brasil corresponde a apenas 13,8% da população ocupada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feita em 1988. São 7,12 milhões de sindicalizados, para uma população ocupada de 51,73 milhões de pessoas. A soma de sindicalizados com filiados a associações de empregados dá 9,09 milhões de pessoas, 17,6% da mão-de-obra ocupada. O cientista político do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Sérgio Ferreira, estranhou o número apurado pela pesquisa do IBGE. Ele esperava um número em torno de 20%, levando em conta o surgimento do novo sindicalismo brasileiro no final da década de 70 e a intensa mobilização sindical ocorrida no país durante toda a década de 80. Os últimos dados que o IBASE dispõe sobre sindicalismo no Brasil são do Ministério do Trabalho, computados em 1979. Segundo Sérgio Ferreira, naquele ano os sindicalizados representavam 29% da população economicamente ativa, um conceito mais abrangente que o de população ocupada, usado na PNAD, por englobar todas as pessoas em idade de trabalhar. Se considerado o parâmetro de 1979, teria havido uma queda no índice de sindicalização no Brasil (FSP).