O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, afirmou ontem, em São Paulo, que, apesar de a executiva nacional da entidade ter aceito o convite do governo para participar das negociações pelo entendimento nacional, só se sentará à mesa depois do dia três de outubro, e não no próximo dia 26, data marcada para a primeira reunião do pacto social. "A intenção é evitar uma interpretação ou utilização eleitoral do encontro", explicou. A decisão da CUT foi transmitida ao ministro da Justiça, Bernardo Cabral. A resposta do ministro foi dada ontem mesmo: Cabral reforçou o convite para que a CUT compareça à reunião do dia 26, classificada por ele de Informal". O presidente da CUT informou também que deverá procurar as principais lideranças sindicais do país para propor a discussão de uma pauta conjunta dos critérios de representação dos trabalhadores nas negociações do entendimento nacional. A intenção da CUT, segundo ele, é propor uma pauta mínima com base nos pontos consensuais, deixando para cada entidade a defesa de reivindicações específicas sobre as quais haja consenso (JB) (FSP).