A dívida externa dos países em desenvolvimento aumentará 9% para chegar a US$1,354 trilhão entre 1990 e 1991. A exceção será a América Latina, onde o montante permanecerá invariável em US$415 bilhões, enquanto no restante do mundo em desenvolvimento as dívidas aumentarão em geral 13%. A dívida com os bancos comerciais diminuirá para US$518 bilhões em 1991, e a proporção devida aos credores oficiais aumentará para 45%, como consequência do grande aporte destes credores ao novo financiamento dos países endividados e às operações de redução da dívida com os bancos comerciais. Estas previsões constam do documento "Perspectivas Econômicas Mundiais", divulgado ontem, em Washington (EUA), pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) (JC).