Reduzir a transmissão de AIDS no país passa a ser a ação prioritária do Programa Nacional de AIDS. A promessa é do ministro da Saúde, Alceni Guerra, ao afirmar que tal decisão parte da constatação de existirem no Brasil entre 300 a 500 mil pessoas infectadas pelo vírus e que, por desconhecerem esta condição, se tornam "os transmissores silenciosos da doença". O Ministério, segundo ele, vai direcionar sua atuação para os grupos de maior risco: prostitutas, homossexuais e usuários de drogas injetáveis. De acordo com o ministro, o governo pretende manter e ampliar também a assistência ao aidético, e para tal deverá alterar o enfoque atual de definir leitos ou alas hospitalares específicas para os doentes. A intenção é permitir que os doentes sejam recebidos em qualquer hospital geral. O governo também deverá destinar verbas para a aquisição de medicamentos para o tratamento das doenças oportunistas que atingem o aidético. Mas, até o momento, não está prevista a compra de "AZT" (O Globo).