O Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais (IBASE) está propondo ao Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário (MIRAD) "que amplie o programa previsto para o Rio de Janeiro, a fim de poder resolver efetivamente o problema fundiário do Estado". O projeto do MIRAD "prevê a execução da reforma aproveitando uma área de 250 mil hectares no Estado, que é constituída por latifúndios improdutivos, mas o IBASE alega que existem 2,6 milhões de hectares improdutivos". As áreas do programa oficial ficam nos vales dos rios Macaé e São João. De acordo com o programa, o INCRA assentará 16 mil famílias nos 250 mil hectares, seguindo o seguinte cronograma: em 1986, seriam aproveitados 30 mil hectares; em 1987, 50 mil hectares; em 1988, 80 mil hectares; e em 1989, 90 mil hectares. Para o diretor do IBASE, Herbert de Souza, "essa proposta é muito tímida e só resolve 10% do problema". Segundo ele, citando dados do cadastro do INCRA, existem, hoje, no Rio de Janeiro, cerca de 100 mil famílias de agricultores sem terras e 2,6 milhões de hectares de terras de boa qualidade improdutivas (GM).