A reunião entre empresários, trabalhadores e governo, realizada ontem no Ministério da Justiça, serviu apenas para a escolha dos nomes que vão integrar a comissão central que irá discutir o "entendimento nacional". Sem uma resposta da CUT (Central Única dos Trabalhadores), os participantes decidiram deixar uma vaga aberta para a entidade dentro da comissão central, que define sua presença no próximo dia 20. Os participantes decidiram também aumentar o número de representantes dos empresários (de cinco para seis) e de trabalhadores (de cinco para sete) na comissão. Os empresários serão representados por Roberto Della Manna (pela CNI), Emerson Kapaz (PNBE), Léo Wallace Cochrane (FEBRABAN), Roberto Rodrigues (OCB), mais um representante do comércio e um do setor de transportes. Os trabalhadores pelo presidente da CNTM, Luiz Antônio de Medeiros, pelo presidente da CGT, Francisco Canindé Pegado, e pelo presidente da USI, Antônio Magaldi. A quarta vaga foi destinada à CUT e as três restantes serão distribuídas entre as nove confederações de trabalhadores. O representante na reunião da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito), Lourenço Ferreira do Prado, pediu que o governo discuta com os empresários e trabalhadores "o preço que o país irá pagar para o cumprimento das metas assumidas com o Fundo Monetário Internacional". Segundo ele, "não adianta discutir a conjuntura econômica e social se o governo não definir o cenário da economia" (FSP) (O ESP).