INCENTIVO PARA TECNOLOGIA SERÁ ESTADUAL

Ficará a cargo dos bancos e de instituições estaduais para promoção do desenvolvimento a concessão, às empresas que os solicitarem, dos incentivos fiscais previstos pelo Plano Nacional de Capacitação Tecnológica. Segundo o diretor do Departamento da Indústria e Comércio do Ministério da Economia, Luís Paulo Velloso Lucas, "ninguém mais precisará ir a Brasília para adquirir o direito aos incentivos". A antecipação para 1992 do fim da reserva de mercado preocupa empresários da área de informática. Eles temem não poder manter os profissionais qualificados. A indústria nacional fatura US$3,1 bilhões e emprega 70 mil profissionais, sendo 20 mil de nível superior. Para o presidente da ABICOMP (Associação Brasileira da Indústria de Computadores e Periféricos), Carlos Eduardo Correia da Fonseca, no entanto, "as empresas nacionais vão sobreviver, seja projetando seus próprios equipamentos, importando tecnologia ou, na pior das hipóteses, distribuindo produtos estrangeiros". O presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), Celso Cordeiro, disse que a entidade apóia o "pacote" tecnológico lançado pelo governo. Segundo ele, "o mais importante é que a lei de software mantenha a proteção do direito autoral, importante conquista do setor". A ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática) defende a criação de uma legislação específica contra a eventual prática de "dumping" por empresas estrageiras do setor "para que as indústrias nacionais produtoras de software possam sobreviver diante da nova política tecnológica" (JB) (GM).