O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Vicente Paulo da Silva, ouviu ontem do presidente interino da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato, que quem aceita participar do pacto social tem que estar disposto a perder um pouco. "Será a única saída para evitar a aceleração da recessão", justificou Amato. Para o sindicalista, os trabalhadores não suportariam novos sacrifícios. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), na sua opinião, deve participar do pacto, mas se perceber a existência de algum ponto que possa trazer prejuízos aos assalariados, deve abandonar o entendimento no mesmo instante (FSP).