CONFEDERAÇÕES E FIESP SÃO CONTRA O FIM DO IMPOSTO SINDICAL

As confederações nacionais de trabalhadores e empresários tentarão impedir a extinção imediata da contribuição sindical, prevista na medida provisória 215. As entidades sindicais vão pressionar o Congresso Nacional para que altere o texto da medida, visando retardar o fim do imposto. Duas alternativas serão levadas aos parlamentares: extinção a partir de 1993, quando haverá uma revisão da Constituição, ou a redução gradual em três anos, de forma que a contribuição só acabe em 1994. Para Francisco Urbano, da CONTAG (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura), o movimento sindical não tem como sobreviver sem os Cr$13 bilhões de imposto esperados para este ano. O movimento patronal também se ressente da eliminação da contribuição sindical. O temor é o de que o fim de uma receita compulsória acabe por atingir os sindicatos menos organizados. "Não somos contra o fim do imposto, mas precisamos de um prazo para mudar a mentalidade associativa de nossos filiados", argumenta o 1o. secretário da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Della Manna. A entidade defende uma redução gradual do imposto: 30% em 1991, 30% em 1992 e 40% em 1993 (FSP).