As pessoas que se submetem a cirurgias de catarata, para implantar no olho uma lente sintética, frequentemente têm a visão afetada pelos reflexos da luz; sofrem de fotofobia ou, em casos extremos, de visão dupla. Isto tudo acontece porque as técnicas cirúrgicas tradicionais não favorecem o encaixe perfeito das lentes implantadas. O problema poderá ser resolvido em breve, graças a uma nova técnica cirúrgica apresentada semana passada aos oftalmologistas brasileiros, durante o 6o. Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, realizado no Rio de Janeiro. A catarata afeta quase 500 mil brasileiros. É uma doença causada pela opacificação do cristalino, uma lente natural situada atrás da pupila, que permite a visão humana. O cristalino é formado por um núcleo, envolvido por uma cápsula. Nas cirurgias de catarata, o núcleo do cristalino é retirado e, em seu lugar, se colocam lentes sintéticas. O cirurgião chega ao núcleo do cristalino através da cápsula. A nova técnica traz uma forma diferente de se chegar ao cristalino. A nova técnica foi desenvolvida pelo médico norte-americano William Malone (JB).