EUA MANTÉM INFORMANTES DE DROGAS NO BRASIL

A Drugs Enforcement Administration (DEA), agência norte-americana de combate ao tráfico internacional de drogas, paga a seus cerca de 200 informantes no Brasil de US$1 mil a US$2 mil (de Cr$79 mil a Cr$158 mil, pelo câmbio paralelo), por quilo de droga apreendida. O dinheiro é dado em troca de informações sobre local de armazenamento de grandes quantidades de droga. Se os dados procedem, o informante recebe o dinheiro na proporção da apreensão. A informação é do delegado Paulo Sérgio Fleury, da Polícia Federal em São Paulo, e do advogado J.L., que trabalha na capital paulista como informante da DEA, há três anos. A DEA está instalada no Brasil desde 1986, na embaixada dos EUA em Brasília. Seu atual diretor é John Wein, norte-americano de 42 anos que trabalhou por uma década como policial civil nos EUA. As atividades da DEA no Brasil são legalizadas, com o detalhe de que seus agentes, seis no país, não podem portar armas nem fazer apreensões (FSP).