O pacto social é como um baile. Todos são convidados, mas ninguém é
32452 obrigado a participar. A comparação é do presidente interino da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Mário Amato. Para ele, portanto, cabe exclusivamente à CUT (Central Única dos Trabalhadores) a decisão de aceitar ou não o convite. "É claro que qualquer pacto sem a CUT ficará capenga, mas é preciso entender que o povo está cansado da radicalização", disse. Do lado dos empresários, entretanto, ocorre uma disputa política para escolher quem serão seus representantes no "comitê central". Ao que tudo indica, os convites são insuficientes para tantos interessados. As chances dessa nova tentativa de pacto, na opinião de Emerson Kapaz, um dos coordenadores do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), são melhores que as anteriores. Mas ele admite que a limitação de cinco nomes poderá causar problemas. "Há muitas entidades com peso político forte e muita gente querendo entrar nesse restrito grupo", afirmou (FSP).