As sementes da abóbora-moranga com seu poder contra a malária, as substâncias analgésicas do arbustro alumã, a droga anti-cancerígena ACT-2 obtida a partir de fungos e os extratos de plantas que deprimem o inseto barbeiro, transmissor da doença de Chagas, poderão ser alguns dos primeiros produtos naturais brasileiros a passar do laboratório de pesquisa para a produção industrial. O governo decidiu embarcar de vez na era das drogas sintetizadas a partir de extratos de plantas, fazendo-as chegar às prateleiras das farmácias e aos hospitais. Marco dessa nova política foi a recente liberação de Cr$66 milhões da CEME (Central de Medicamentos) para o Instituto Farmanguinhos-- unidade da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, encarregada de produzir novos medicamentos-- instalar um laboratório de produtos naturais, capaz de identificar nos extratos das ervas as substâncias químicas ativas e fazer a síntese dessas moléculas. A partir de 1991, o governo promete mais Cr$260 milhões anuais para modernizar a produção (JB).