O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse ontem ao ministro da Educação, Carlos Chiarelli, em Brasília, que a entidade só irá colaborar com o Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania, que será lançado no próximo dia 11, se estiver integrado a uma política de melhoria das condições sociais da população. Na carta entregue ao ministro, a CUT apresenta propostas e faz críticas ao programa do governo. Para a entidade, a erradicação do analfabetismo pressupõe "o fim da miséria em que vive hoje a maioria da população". A CUT sugeriu a criação de um programa amplo, associado à política de crescimento econômico, salarial e social, e ainda a elaboração de leis que regulamente o trabalho do menor e medidas que obriguem o empregador a liberar o trabalhador-estudante duas horas mais cedo para frequentar a escola ou para a realização de cursos de atualização e reciclagem profissional (JB).