A idéia central do "entendimento nacional", cuja primeira reunião está marcada para amanhã, em Brasília, é criar um fórum de negociação para reajustar a economia no combate à inflação e "reduzir a taxa de tensão trabalhista". No Ministério da Economia avalia-se que, a partir desse fórum, seria possível uma nova política de rendas, congelando-se ou prefixando-se preços e salários. A condição seria que o congelamento ou prefixação já viessem acordados por empresários e trabalhadores. A ministra Zélia Cardoso de Mello negou que o governo irá propor um novo congelamento de preços e salários a empresários e trabalhadores. "O congelamento não está, nem nunca esteve em cogitação pelo governo", afirmou. O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, disse que "está fora de cogitação" um entendimento social com os empresários envolvendo um congelamento de preços e salários. Segundo ele, a idéia "dificulta qualquer entendimento". O diretor da FIESP e ministro classista do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Roberto Della Manna, foi escolhido como representante da entidade e da CNI (Confederação Nacional da Indústria) na reunião de amanhã (FSP).