CUT ACEITA CONVITE MAS NÃO QUER PACTO SOCIAL

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) confirmou presença na reunião com governo e empresários amanhã, em Brasília, mas não aceita que o encontro seja caracterizado como o primeiro para a formulação de um pacto social. "Dependendo do que for feito, estamos prontos para deixar a reunião e convocar os sindicatos para a preparação de uma greve geral", disse o presidente da entidade, Jair Meneghelli. Segundo ele, o objetivo da CUT ao participar da reunião é apresentar uma pauta de reivindicações, definida na plenária nacional do mês passado. A pauta abrange itens como reposição das perdas salariais, política salarial com reajuste mensal da inflação integral para todos os setores, inclusive aposentados, pensionistas e trabalhadores rurais, aumento real dos salários e salário- mínimo. O presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Francisco Canindé Pegado, disse que não haverá pacto social sem que se defina uma reposição das perdas salariais dos trabalhadores. "Na atual circunstância, pacto seria francamente desfavorável aos assalariado", disse. A CGT também participará da reunião (JB) (O Dia).