Doze anos depois de ter adquirido o controle acionário da Light por US$380 milhões-- pagos à multinacional canadense Brascan--, o governo brasileiro quer devolver à iniciativa privada a exploração da concessão de energia elétrica no Rio de Janeiro. Além da Light, também os serviços da ESCELSA (Espírito Santo Centrais Elétricas S/A) poderão ser privatizados. A informação é do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Eduardo Modiano, que prevê para dentro de 30 dias a inclusão da Light na segunda lista de estatais privatizáveis. O diretor do BNDES, Vanílton Tadini, disse que o Estado não vai se retirar totalmente da área de serviços públicos, mesmo depois de privatizar empresas do setor. Segundo ele, caso as empresas privatizadas não operem com eficiência, serão tomadas de volta pelo governo e leiloadas novamente (JB) (O ESP).