A CUT (Central Única dos Trabalhadores) é contra o imposto sindical, mas segundo a assessora de política sindical da entidade, Sylvia Portela, sua extinção vai causar a morte de muitos pequenos sindicatos, a fusão de outros, a inviabilização econômica das federações e uma profunda renovação nas entidades sindicais. A CUT critica ainda a fórmula-- uma medida provisória-- e o momento da eliminação dessa contribuição compulsória: "a medida foi baixada justamente quando o movimento dos trabalhadores está em luta aberta contra o governo", diz a assessora. O sindicalismo patronal também sofrerá um processo de reestruturação com o fim do imposto sindical. De acordo com o diretor do Departamento Sindical da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Luiz Adelar Scheuer, a contribuição obrigatória sacramentou o corporativismo da legislação trabalhista e, nos últimos anos, estava servindo para acobertar lideranças acomodadas. Ele disse que dos 116 sindicatos filiados à FIESP, "cerca de 50 vão ter de se reciclar profundamente" (JB).