O presidente Fernando Collor encaminhou ontem ao Congresso Nacional o projeto de lei orçamentária para 1991, que prevê um corte de 10% nos gastos de custeio da União (incluindo a folha de pessoal), de 50% nas despesas com publicidade e propaganda, outros 30% na locação de mão-de- obra e de 15% nas diárias e atividades de consultoria. Mesmo assim, segundo a mensagem presidencial, será de 3% o crescimento da economia brasileira no próximo ano, com previsão de superávit nas contas públicas equivalente a 1% do PIB (Produto Interno Bruto). A receita total da União para 1991 foi estimada em Cr$8,6 trilhões e os investimentos das empresas estatais fixado em Cr$838,9 bilhões. O projeto de lei orçamentária foi elaborado pelo Ministério da Economia levando em conta os preços vigentes em maio último, incluindo o Orçamento Fiscal (Cr$5,6 bilhões), de Seguridade Social (Cr$3,03 bilhões) e o de Investimento das Empresas Estatais (JB) (FSP).