O presidente Fernando Collor vem afirmando, em conversas reservadas com assessores, que está "aborrecido" com a "lerdeza" da máquina administrativa, dificultando a execução dos planos de governo. Segundo ele, sua equipe, incluindo secretários e ministros, está ainda "muito longe" do que ele considera "ritmo ideal". Por isso, a reforma ministerial em estudo no Palácio do Planalto vai atingir também o segundo escalão, depois da eleição deste ano. O ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, por exemplo, está sendo alvo de pressões de um grupo próximo ao presidente Fernando Collor, que poderão resultar na sua demissão. O grupo, identificado como "República de Alagoas", quer ter mais espaço e influência no Ministério de Ozires. Abalado, o ministro confidenciou ontem a assessores que a única saída para deixar de enfrentar essas pressões pode ser o pedido de demissão (FSP).