Com apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), o governo decidiu editar uma medida provisória acabando com o imposto sindical, contribuição obrigatória de um dia de salário descontada dos contra-cheques dos trabalhadores todo mês de março. A minuta da medida foi entregue ontem ao presidente Fernando Collor pelo ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri. Segundo Magri, o Ministério devolverá às confederações, federações e aos sindicatos cerca de Cr$2,6 bilhões relativos aos 20% da arrecadação do imposto sindical de 1989 e 1990 destinados ao governo. Com a nova Constituição, o Ministério ficou impedido de utilizar esses recursos e agora aguarda a regulamentação da matéria para fazer a devolução (JB) (FSP).