Brasil e Uruguai dão hoje o primeiro passo concreto para solucionar os danos ao meio ambiente provocados pela usina termelétrica de Candiota 2, em Bagé (RS). Técnicos ambientalistas dos dois países estarão reunidos até amanhã em Jaguarão (RS) para discutir um programa de monitoramento da água, do ar e do solo da região. Candiota 2 despeja na atmosfera 57,5 mil toneladas anuais de dióxido de enxofre e segundo denúncias estaria provocando uma chuva ácida que destrói árvores e pastagens e prejudica a lã das ovelhas. Além da chuva ácida levada pelo vento, o Uruguai sofre também com a poluição da usina, que chega ao rio Jaguarão e à lagoa Mirim, na fronteira entre os dois países, ambos usados para irrigar as grandes plantações de arroz (JB).