Os empregados do setor público das áreas municipais e estaduais já estão acumulando, em alguns casos, correções salariais acima de 100% depois do Plano Collor, contra uma inflação que, de acordo com diversos indicadores, variam de 62,18% (IPC-FIPE) a 93,22% (IPC-IBGE) no período abril-julho. Essas categorias estão mais avançadas no processo de reposição das perdas salariais cobradas pelo movimento sindical, mas ainda reclamam o pagamento integral dos IPCs de março e abril (84,32% e 44,80%, respectivamente), que elevaria para 256,14% o total de reajustes devidos depois do Plano Collor. Os 110 mil funcionários da administração direta da prefeitura de São Paulo, por exemplo, acumulam 117% de reajuste, mais o próprio secretário da Administração, Fermino Fechio, reconhece que há perdas de 29,31%, com um reajuste necessário de 41,46% (FSP).