CUT ENCERRA ENCONTRO EM BELO HORIZONTE

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) definiu ontem, último dia da plenária nacional da entidade, um calendário de lutas que servirá para a preparação de uma greve geral. Segundo o presidente da CUT, Jair Meneghelli, não foi marcada nenhuma data mas é certo que a greve geral será ainda este ano. Ele explicou que a CUT resolveu fazer o processo inverso da última greve, em março de 1989, e promoverá discussões regionais antes de marcar a data da paralisação. A plenária decidiu também pela unificação de ações de categorias diferentes e uma pauta comum de reivindicações. A primeira manifestação proposta pela CUT será no próximo dia 22, em Brasília, com um ato pela derrubada do veto presidencial à política salarial aprovada no Congresso Nacional. Meneghelli reafirmou que haverá acirramento da luta sindical. "É óbvio que haverá um aumento das greves". "Ninguém sobrevive às perdas salariais que estão sendo impostas ao trabalhador", afirmou. O presidente da CUT informou também que além da mobilização para a greve geral a Central começa agora a lutar para unificar as datas e os contratos coletivos de trabalho. Segundo Jair Meneghelli, a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e a Autolatina ("holding" da Ford e Volkswagen) estão dispostas a discutir estas questões (JB) (O Globo).